Nem só receberá visitas de parentes com autorização do Depen
O chefe de segurança e disciplina do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, Ricardo Marques Sarto, explicou que o traficante Antônio Bomfim Lopes, o Nem, só terá direito a visita de familiares se esses fizerem cadastro no Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e obtiverem autorização, que é concedida após investigação detalhada do órgão.
Nem já chegou ao presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e ficará 20 dias em completo isolamento, inclusive sem banho de sol. O mesmo procedimento será adotado com outros três traficantes transferidos juntamente com Nem - Flávio Melo dos Santos, Carré e Coelho.
Ainda de acordo com Sarto, todos os presos passaram por exame de corpo de delito no Rio de Janeiro. Sarto acrescentou que o isolamento é um procedimento comum, e serve para que os detentos passem pela avaliação de psicólogos, assistentes sociais e médicos. A partir da análise do comportamento dos detentos, será decidida em qual ala eles vão ficar. Eles também tomarão conhecimento das regras do presídio para, então, serem transferidos para a cela.
Por volta das 6h da manhã deste sábado, Nem e seus comparsas deixaram o presídio de Bangu 1, na Zona Oeste do Rio, sob forte escolta. Um comboio com dez carros, com apoio de 40 homens do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), acompanhou os criminosos, que seguiam para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
O pedido de transferência foi feito pelo Tribunal de Justiça do Rio e autorizado pela Justiça Federal. O transporte foi feito em um avião da Polícia Federal.
Ocupação da Rocinha
Nem foi preso na madrugada do último dia 10, quando era levado no porta-malas de um carro de luxo. Policiais militares desconfiaram do veículo e o abordaram. Um dos ocupantes se identificou como cônsul honorário do Congo e se negou a permitir a vistoria. Os policiais então decidiram conduzir o veículo para a sede da polícia. Os ocupantes acabaram desistindo de evitar a vistoria e Nem foi descoberto no porta-malas do carro.
Na madrugada de domingo, dia 12, as forças de segurança do Rio deram início à operação de ocupação da Rocinha, na Zona Sul do Rio. A ação foi concluída com sucesso na manhã do mesmo dia, sem confronto com traficantes
Prêmio de R$ 5,4 milhões da Mega
Sena sai para morador da Bahia
Os números sorteados foram: 01, 18, 19, 33, 43, 60
O sorteio da Mega-Sena deste sábado (19) premiou com R$ 5.448.452,03 um apostador de Salvador, na Bahia. Os números sorteados no concurso 1338 foram: 01, 18, 19, 33, 43, 60.
Leia mais notícias no R7
O concurso foi realizado em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Além do prêmio de 5,4 milhões, 102 pessoas acertaram pelo menos cinco dezenas e levaram R$ 17.484,40. Já a quadra teve 6.329 premiados, que vão receber R$ 402,54.
O acumulado para o próximo concurso, que vai acontecer na próxima quarta-feira (23), é de R$ 2,3 milhões.
Os sorteios da Mega-Sena acontecem todas as quartas-feiras e sábados e as apostas custam a partir de R$ 2. Quem quiser tentar a sorte para esta quarta-feira pode apostar até às 19h.
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O concurso foi realizado em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Além do prêmio de 5,4 milhões, 102 pessoas acertaram pelo menos cinco dezenas e levaram R$ 17.484,40. Já a quadra teve 6.329 premiados, que vão receber R$ 402,54.
O acumulado para o próximo concurso, que vai acontecer na próxima quarta-feira (23), é de R$ 2,3 milhões.
Os sorteios da Mega-Sena acontecem todas as quartas-feiras e sábados e as apostas custam a partir de R$ 2. Quem quiser tentar a sorte para esta quarta-feira pode apostar até às 19h.
Dilma diz que miséria é herança da escravidão
Em Salvador, ela defendeu programas sociais como o Brasil sem Miséria e políticas de valorização dos descendentes de escravos
Cópia das ‘décadas perdidas’
Dilma pediu a união da América Latina e Caribe para enfrentar a crise. “Sabemos que esse processo não dá certo, leva à recessão, ao desemprego, à perda de direitos, mas não tira os países da crise”.
PF indicia advogados presos com traficante Nem no Rio
A Polícia Federal indiciou na sexta-feira (18) dois advogados presos com o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem, e apontado como chefe do tráfico na favela da Rocinha, pelos crimes de corrupção ativa e favorecimento pessoal.
Em depoimento na PF, Luiz Carlos Azenha e Demóstenes Armando Dantas Cruz alegaram que estavam conduzindo Nem na mala do carro em que estavam para que o traficante se entregasse no Distrito de Polícia da Gávea, no Rio.
O Ministério Público Estadual vai decidir se denuncia os advogados à Justiça, com base no inquérito. Se condenados, eles podem pegar até oito anos e seis meses de prisão. Azenha e Demóstenes Cruz permanecem presos.
Nem fica incomunicável por 20 dias
Nem terá vizinhos perigosos em Campo Grande
Em depoimento na PF, Luiz Carlos Azenha e Demóstenes Armando Dantas Cruz alegaram que estavam conduzindo Nem na mala do carro em que estavam para que o traficante se entregasse no Distrito de Polícia da Gávea, no Rio.
O Ministério Público Estadual vai decidir se denuncia os advogados à Justiça, com base no inquérito. Se condenados, eles podem pegar até oito anos e seis meses de prisão. Azenha e Demóstenes Cruz permanecem presos.
Nem fica incomunicável por 20 dias
Nem terá vizinhos perigosos em Campo Grande
A versão dos advogados foi confirmada pelo subchefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, que em entrevista coletiva disse que a Subchefia estava negociando a entrega de Nem com os advogados. Veloso afirmou que, pouco antes da prisão do traficante, policiais da sua confiança receberam uma ligação de Azenha, dizendo que estava levando Nem para a delegacia.
Em geral, o indiciamento mostra que a PF não acreditou na versão dos advogados. Em depoimento, os policiais que prenderam Nem disseram que os advogados ofereceram R$ 1 milhão para serem liberados.
Nem foi preso no dia 10 de novembro. A prisão foi uma consequência da ação de homens do Batalhão de Choque, que faziam revistas nos acessos à comunidade da Rocinha. O carro onde estava o traficante foi interceptado no local, mas os dois homens que estavam no veículo se negaram a abrir o porta-malas.
Segundo a polícia, eles se apresentaram como um funcionário do Consulado do Congo e um advogado. Diante da negativa, a polícia decidiu escoltar a dupla até uma delegacia.
Segundo a polícia, eles se apresentaram como um funcionário do Consulado do Congo e um advogado. Diante da negativa, a polícia decidiu escoltar a dupla até uma delegacia.
Ainda de acordo com a polícia, no trajeto para o distrito policial os ocupantes do carro pararam na região da Lagoa. Os agentes contaram que os homens teriam oferecido propina para serem liberados e seguir viagem. Os policiais militares não aceitaram e acionaram a Polícia Federal. O porta-malas foi aberto e o traficante Nem foi detido.
No sábado (20), Nem foi transferido do Rio de Janeiro para Mato Grosso do Sul, onde ficará no Presídio Federal de Segurança Máxima, em Campo Grande. O pedido de transferência foi feito pelo Tribunal de Justiça e autorizado pela Justiça Federal. O presidente do TJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, afirmou que Nem não pode ficar no Estado.
Delação premiada
Delação premiada
O procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, busca uma nova forma de tentar convencer o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, a colaborar com as investigações e contar à Justiça o que sabe da forma mais detalhada possível.
Para isso, Cláudio Lopes conversou com o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, informando-lhe que existe uma prerrogativa legal para que seja oferecida a delação premiada ao traficante. No entanto, para isso, é necessário reunir promotores e juízes que cuidarão dos processos contra Nem, pois são eles que podem oferecer tal benefício.
- Eu conversei com o secretário Beltrame e lhe disse que a lei prevê essa possibilidade [de delação premiada], mas é um benefício que deve ser aplicado pelo juiz. O que eu propus é uma interlocução entre os promotores e os juízes que vierem a atuar nos casos para que eles discutam essa possibilidade, tendo em vista a possibilidade de ele prestar esclarecimentos objetivos à Justiça sobre os crimes que ele praticou e as pessoas envolvidas nesses crimes.
Para promotores, interessaria oferecer a Nem tal benefício se o traficante contasse, por exemplo, quem são os policiais envolvidos no esquema de corrupção que levava mensalmente metade de seu faturamento com a venda de drogas.
- Se houver um esclarecimento absoluto dos crimes praticados por ele e com base nas eventuais condenações, ele pode ter uma redução de pena, mas novamente, essa é uma decisão dos promotores que atuarem no caso e dos juízes.
Claúdio Lopes disse ter ouvido de Beltrame que “é importante que haja um entendimento nesse sentido”.
Instalação da UPP na Rocinha
O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) vai permanecer na comunidade da Rocinha em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, pelos próximos 60 dias, até a instalação da 19ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). A informação foi dada pelo sargento Marco Antonio Gripp, porta-voz da corporação.
Até a inauguração da nova UPP, que ainda não tem data oficial definida, o Bope fará uma extensa varredura à procura de drogas, armas e de criminosos que estejam escondidos na comunidade que sofreu por quase 40 anos sob o domínio do tráfico de drogas.
De acordo com o sargento, nesta segunda-feira os policiais checam informações que já haviam sido mapeadas pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança do Estado e também enviadas por bilhetes pela população.
- Após a retomada, sem o disparo de nenhum tiro, a noite foi tranquila. Vamos continuar aqui até a chegada da UPP, fazendo o nosso trabalho. A colaboração da população é essencial. Eles são parte fundamental nesse processo de paz na comunidade e eles já entenderam isso.
O Bope se surpreendeu com a quantidade de denúncias feitas pela população da comunidade em pouco mais de 30 horas de ocupação. Além de denúncias, um grande número de bilhetes com agradecimentos chegou às mãos dos representantes da corporação.
Assista ao vídeo:
Para isso, Cláudio Lopes conversou com o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, informando-lhe que existe uma prerrogativa legal para que seja oferecida a delação premiada ao traficante. No entanto, para isso, é necessário reunir promotores e juízes que cuidarão dos processos contra Nem, pois são eles que podem oferecer tal benefício.
- Eu conversei com o secretário Beltrame e lhe disse que a lei prevê essa possibilidade [de delação premiada], mas é um benefício que deve ser aplicado pelo juiz. O que eu propus é uma interlocução entre os promotores e os juízes que vierem a atuar nos casos para que eles discutam essa possibilidade, tendo em vista a possibilidade de ele prestar esclarecimentos objetivos à Justiça sobre os crimes que ele praticou e as pessoas envolvidas nesses crimes.
Para promotores, interessaria oferecer a Nem tal benefício se o traficante contasse, por exemplo, quem são os policiais envolvidos no esquema de corrupção que levava mensalmente metade de seu faturamento com a venda de drogas.
- Se houver um esclarecimento absoluto dos crimes praticados por ele e com base nas eventuais condenações, ele pode ter uma redução de pena, mas novamente, essa é uma decisão dos promotores que atuarem no caso e dos juízes.
Claúdio Lopes disse ter ouvido de Beltrame que “é importante que haja um entendimento nesse sentido”.
Instalação da UPP na Rocinha
O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) vai permanecer na comunidade da Rocinha em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, pelos próximos 60 dias, até a instalação da 19ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). A informação foi dada pelo sargento Marco Antonio Gripp, porta-voz da corporação.
Até a inauguração da nova UPP, que ainda não tem data oficial definida, o Bope fará uma extensa varredura à procura de drogas, armas e de criminosos que estejam escondidos na comunidade que sofreu por quase 40 anos sob o domínio do tráfico de drogas.
De acordo com o sargento, nesta segunda-feira os policiais checam informações que já haviam sido mapeadas pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança do Estado e também enviadas por bilhetes pela população.
- Após a retomada, sem o disparo de nenhum tiro, a noite foi tranquila. Vamos continuar aqui até a chegada da UPP, fazendo o nosso trabalho. A colaboração da população é essencial. Eles são parte fundamental nesse processo de paz na comunidade e eles já entenderam isso.
O Bope se surpreendeu com a quantidade de denúncias feitas pela população da comunidade em pouco mais de 30 horas de ocupação. Além de denúncias, um grande número de bilhetes com agradecimentos chegou às mãos dos representantes da corporação.
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