Filho de Kadafi é capturado
Saif al Islam foi preso ontem ao lado de dois assessores, que pretendiam ajudá-lo a fugir para o Níger
Trípoli. O Ministério da Justiça da Líbia anunciou ontem a prisão de Saif al Islam, um dos filhos do ex-ditador Muammar Kadafi, morto em 20 de outubro em Sirte. Segundo a rede de TV "Al Arabiya" - que cita o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mohammed al Alag -, Al Islam foi detido no sul da Líbia.
"Saif al Islam, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), foi detido no sul da Líbia", declarou o ministro, que não revelou detalhes da operação. Ainda de acordo com Mohammed al Alag, o filho de Kadafi se encontra em "boas condições de saúde".
O comandante líbio Bashir al Tlayeb, das brigadas de Zintan, disse em coletiva de imprensa que Al Islam foi preso ao lado de dois assessores que tentavam ajudá-lo a fugir para o Níger. Conforme o comandante, o filho do ditador foi levado para a cidade de Zintan.
No início deste mês, representantes do Tribunal Penal Internacional disseram ter recebido informações de que Al Islam poderia tentar fugir da Líbia com a ajuda de mercenários.
O jornal francês "Le Figaro" havia divulgado que o filho primogênito de Kadafi estaria no Níger graças à proteção de um chefe tuaregue rebelde.
Segundo fontes não-identificadas pela publicação, o filho do ditador líbio havia se escondido no sul da Líbia antes de atravessar a fronteira com o Níger graças à ajuda de Agaly Alambo, chefe do Movimento Nigerino para a Justiça.
Crimes
O Conselho Nacional de Transição, que está no comando interino da Líbia, havia declarado que gostaria de investigar Al Islam e o ex-chefe de inteligência na líbio Abdullah al Senussi. Ambos foram indiciados pelo Tribunal por crimes contra a humanidade e vários outros crimes de guerra.
Também neste mês, o TPI informou que mantinha "contatos informais" com Al Islam sobre sua possível rendição ao tribunal. "Estamos em contato informal com Saif através de intermediários", declarou o promotor-chefe do Tribunal, Luis Moreno Ocampo, citado em um comunicado.
"O gabinete do promotor disse claramente que, se ele se render ao TPI, terá direito de ser ouvido ante ao tribunal e será inocente até que se prove o contrário", afirmou Ocampo.
Segundo o promotor-chefe, os contatos foram feitos por intermediários, e o filho de Kadafi tenta entender o que aconteceria se fosse inocentado das acusações. "Ele se diz inocente, ele quer provar que é inocente, e está interessado em saber as consequências disso".
O promotor disse ainda que não estaria fazendo acordo algum com Al Islam, mas apenas explicando que ele deveria ser julgado pelos crimes de guerra de que é acusado.
Saif al Islam - nome que significa "espada do islã", em árabe), foi o primeiro filho de Kadafi com a segunda mulher, Safiya Farkash e era considerado o sucessor do pai. Al Islam havia prometido "banhos de sangue" no início das revoltas contra o regime líbio.
Caça
Ele estava sendo procurado desde que as forças do governo interino líbio tomaram controle da cidade de Sirte, terra natal de seu pai, no último mês, em uma operação em na qual Kadafi foi capturado e morto.
Muammar Kadafi, que tinha 69 anos, foi capturado em Sirte por tropas do novo governo líbio em 20 de outubro. No mesmo dia, o ex-líder foi morto por um tiro na cabeça, sem que as circunstâncias de sua morte tenham sido detalhadas pelos rebeldes. O ditador estava foragido desde agosto, quando, abandonou a capital líbia.
Após a queda de Kadafi, apoiada por forças da Otan, a Líbia se prepara para realizar eleições para uma Assembleia Constituinte, em 2012, processo que representa a primeira eleição livre realizada no país em mais de quatro décadas.
Trípoli. O Ministério da Justiça da Líbia anunciou ontem a prisão de Saif al Islam, um dos filhos do ex-ditador Muammar Kadafi, morto em 20 de outubro em Sirte. Segundo a rede de TV "Al Arabiya" - que cita o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mohammed al Alag -, Al Islam foi detido no sul da Líbia.
"Saif al Islam, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), foi detido no sul da Líbia", declarou o ministro, que não revelou detalhes da operação. Ainda de acordo com Mohammed al Alag, o filho de Kadafi se encontra em "boas condições de saúde".
O comandante líbio Bashir al Tlayeb, das brigadas de Zintan, disse em coletiva de imprensa que Al Islam foi preso ao lado de dois assessores que tentavam ajudá-lo a fugir para o Níger. Conforme o comandante, o filho do ditador foi levado para a cidade de Zintan.
No início deste mês, representantes do Tribunal Penal Internacional disseram ter recebido informações de que Al Islam poderia tentar fugir da Líbia com a ajuda de mercenários.
O jornal francês "Le Figaro" havia divulgado que o filho primogênito de Kadafi estaria no Níger graças à proteção de um chefe tuaregue rebelde.
Segundo fontes não-identificadas pela publicação, o filho do ditador líbio havia se escondido no sul da Líbia antes de atravessar a fronteira com o Níger graças à ajuda de Agaly Alambo, chefe do Movimento Nigerino para a Justiça.
Crimes
O Conselho Nacional de Transição, que está no comando interino da Líbia, havia declarado que gostaria de investigar Al Islam e o ex-chefe de inteligência na líbio Abdullah al Senussi. Ambos foram indiciados pelo Tribunal por crimes contra a humanidade e vários outros crimes de guerra.
Também neste mês, o TPI informou que mantinha "contatos informais" com Al Islam sobre sua possível rendição ao tribunal. "Estamos em contato informal com Saif através de intermediários", declarou o promotor-chefe do Tribunal, Luis Moreno Ocampo, citado em um comunicado.
"O gabinete do promotor disse claramente que, se ele se render ao TPI, terá direito de ser ouvido ante ao tribunal e será inocente até que se prove o contrário", afirmou Ocampo.
Segundo o promotor-chefe, os contatos foram feitos por intermediários, e o filho de Kadafi tenta entender o que aconteceria se fosse inocentado das acusações. "Ele se diz inocente, ele quer provar que é inocente, e está interessado em saber as consequências disso".
O promotor disse ainda que não estaria fazendo acordo algum com Al Islam, mas apenas explicando que ele deveria ser julgado pelos crimes de guerra de que é acusado.
Saif al Islam - nome que significa "espada do islã", em árabe), foi o primeiro filho de Kadafi com a segunda mulher, Safiya Farkash e era considerado o sucessor do pai. Al Islam havia prometido "banhos de sangue" no início das revoltas contra o regime líbio.
Caça
Ele estava sendo procurado desde que as forças do governo interino líbio tomaram controle da cidade de Sirte, terra natal de seu pai, no último mês, em uma operação em na qual Kadafi foi capturado e morto.
Muammar Kadafi, que tinha 69 anos, foi capturado em Sirte por tropas do novo governo líbio em 20 de outubro. No mesmo dia, o ex-líder foi morto por um tiro na cabeça, sem que as circunstâncias de sua morte tenham sido detalhadas pelos rebeldes. O ditador estava foragido desde agosto, quando, abandonou a capital líbia.
Após a queda de Kadafi, apoiada por forças da Otan, a Líbia se prepara para realizar eleições para uma Assembleia Constituinte, em 2012, processo que representa a primeira eleição livre realizada no país em mais de quatro décadas.
Dois mortos em confrontos entre polícia e manifestantes
Fotografia © REUTERS/Mohamed Abd El-Ghany
Dois manifestantes morreram esta madrugada no Egipto na sequência dos confrontos violentos entre a polícia e manifestantes, a menos de dez dias do primeiro escrutínio legislativo desde a saída de Hosni Moubarak do poder.
De acordo com a AFP, médicos anunciaram a morte de Ahmed Mahmoud, de 23 anos, morto a tiro no Cairo, e de Baha Eddin Mohamed Hussein, de 25 anos, atingido por uma bala em Alexandria, no norte do país.
Os confrontos, que eclodiram na manhã de sábado na Praça Tahrir, no Cairo, fizeram 750 feridos na capital, segundo o Ministério da Saúde, espalhando-se a outras cidades, incluindo Alexandria, Assuão, no sul, e Suez, no Mar Vermelho.
Durante os comícios, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o marechal Hussein Tantawi, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas (AFSC) e Junta Militar.
"Tudo o que está a acontecer é a prova de que os militares querem manter o poder", disse Ahmed Abou El-Enein, um activista de 30 anos, na praça Tahrir, local onde eclodiram os protestos populares que levaram à queda de Mubarak em Fevereiro.
Papa Bento 16 critica duramente corrupção na África
Usando linguagem excepcionalmente dura, pontífice pede que políticos combatam escândalos, injustiça, ganância, mentira e violência
loO papa Bento 16 pediu neste sábado, de forma contundente, que os líderes africanos não tirem a esperança de seu povo. "Não desliguem suas populações de seu futuro mutilando seu presente", disse o papa.
As declarações foram feitas em Cotonou, na República do Benin, durante o segundo dia da visita do papa à África, perante uma plateia composta por líderes políticos, econômicos e religiosos do pequeno país do Oeste do continente, assim como representantes de nações vizinhas.
Foto: AP
Bento 16 acena para fiéis Ouidah, na República do Benin
Usando uma linguagem excepcionalmente dura, segundo analistas, ele pediu que as autoridades africanas acabem com a corrupção. "Adotem uma posição ética corajosa em relação a suas responsabilidades", disse o pontífice. "Há escândalos e injustiças demais, corrupção e ganância demais, erros e mentiras demais, violência demais, o que leva a miséria e morte."
"Todo povo quer entender as escolhas políticas e econômicas feitas em seu nome. Eles percebem a manipulação e sua vingança é às vezes violenta. Eles querem participação em boa governança", afirmou. "Sabemos que nenhum regime político é ideal e que nenhuma escolha econômica é neutra. Mas estes devem sempre servir ao bem comum. Enfrentamos demandas legítimas, presentes em todos os países, por uma maior dignidade e sobretudo por uma maior humanidade".
Vodu
Mais tarde, o papa vai emitir uma orientação do Vaticano sobre como a Igreja Católica da África deve lidar com as tensões entre muçulmanos e cristãos e com a competição dos movimentos evangélicos, cujos cultos dinâmicos vêm atraindo mais fiéis. O documento - a ser assinado na cidade de Ouidah, o berço simbólico do Vodu - deve pedir reconciliação, paz e justiça. O papa deve pregar ainda o reconhecimento de elementos de culturas e religiões tradicionais, se eles forem compatíveis com os ensinamentos da Igreja.
O pontífice vai, no entanto, alertar que as pessoas devem rejeitar a magia e bruxaria, condenados pela Igreja por seus "efeitos negativos nas famílias e na sociedade".
A África é o continente em que a fé católica cresce mais rapidamente no mundo, mas no Benin o Vodu é uma religião oficial e muitos dos que são cristãos ou muçulmanos incorporam alguns elementos do Vodu em suas crenças, especialmente em momentos de crise.
"O Vodu é mais que uma crença, é um estilo de vida, incluindo cultura, filosofia, língua, arte, música, dança e medicina. Os líderes do Vodu pedem aos deuses que intervenham em nome das pessoas comuns, mas os moradores locais frisam que isso não tem qualquer ligação com feitiçaria ou magia negra. As pessoas aqui não espetam agulhas em bonecos para causar problemas para seus inimigos, como se vê em alguns filmes ocidentais", explica a repórter da BBC África Virgile Ahissou.
Em dia de chuva, espanhóis vão às urnas em menor número
As eleições na Espanha começaram com chuva e tempo nublado em todo país. O tempo ruim diminuiu um pouco o fluxo de votos em comparação ao último pleito. Até as 14h (11h em Brasília) deste domingo (20), 37,86% dos eleitores já votaram. Em 2008, até o mesmo horário, 40,46% já tinham depositado sua opinião nas urnas espanholas.
Os 23.082 colégios eleitorais permanecerão abertos até as 20h (17h no Brasil), exceto nas Ilhas Canárias, onde o processo se realiza uma hora mais tarde. O voto não é obrigatório no país.
Os candidatos dos principais partidos políticos já deixaram suas cédulas nas urnas e insistiram que o mais importante é que os eleitores exerçam seu direito de voto para que a crise seja administrada da melhor forma.
“A Espanha vive uma encruzilhada histórica. Quero aproveitar esta ocasião para animar os cidadãos a irem votar. As grandes decisões que tomaremos nos próximos quatro anos devem ser decididas hoje nas urnas, por isso hoje o voto é mais importante que nunca”, afirma Alfredo Pérez Rubalcaba (PSOE, de esquerda).
“Este é o momento para que as pessoas falem e decidam. Eu quero que os espanhóis votem e decidam. Uma votação de muita gente será sem dúvida um recado”, opina Mariano Rajoy (PP, de direita) e completa: “estou preparado para o que os espanhóis decidam”.
O presidente do governo José Luis Rodríguez Zapatero, que é do PSOE, também deixou seu recado para a população: “a máxima participação é positiva para o país. O futuro mais que nunca está nas mãos dos cidadãos.”
Duas pessoas foram presas em Zaragoza por colocarem silicone para vedar portas de mais de 30 colégios eleitorais para impedir a entrada dos eleitores. As portas, no entanto, foram abertas sem problemas na maioria dos colégios e apenas um deles sofreu atraso de meia hora para começar a receber os votos.
Um total de 35.779.208 cidadãos poderão escolher os 350 deputados e 208 senadores da décima legislatura e determinar o governo que comandará o país durante os próximos quatro anos.
As projeções mostram que o conservador PP, presidido por Mariano Rajoy, deverá ter entre 184 e 194 cadeiras, contra entre 115 e 125 para o governista e socialista PSOE, de Alfredo Pérez Rubalcaba.
Com a crise econômica, as imagens de Zapatero e de seu partido, PSOE, se viram fragilizadas. As eleições, que deveriam acontecer em março de 2012, foram adiantadas para este domingo por Zapatero.
No governo desde 2004, o PSOE é acusado de falta de iniciativa para combater as consequências do problema e perde votos de eleitores descrentes no partido. A principal questão é o desemprego, que afeta hoje 20% da população economicamente ativa, ou seja, quase 5 milhões de espanhóis, superando a média europeia, que está em 9%.
Já o PP, apesar de perder votos por ser conservador e ser firmemente contra o casamento gay e o aborto, ganha votos dos eleitores que querem mudanças na Espanha.
No único debate entre os líderes dos principais partidos, os dois candidatos concordaram que a Espanha deve lutar contra o terrorismo do ETA (grupo terrorista do País Basco) e também em que o país pode sair da crise, mas de modos diferentes.
Mariano Rajoy afirma que não congelará as aposentadorias. Rubalcaba alega que o adversário planeja abandonar a educação e saúde, forçando assim sua privatização. Ele diz que incentivará as pequenas e médias empresas que fizerem contratações com auxílio de dinheiro público e pedirá à União Europeia que estenda o prazo em dois anos para o pagamento da dívida espanhola.
Coadjuvante nessas eleições, o movimento 15-M, dos indignados espanhóis, mostrou em diversas passeatas e atos de protesto que não acredita que nenhum dos dois principais partidos os representa. Os indignados reuniram propostas de governo da população de todo o país que incluem a criação de um novo partido político para se candidatar às eleições.
Curiosidades
As eleições serão ganhas pelo candidato socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba, ou pelo popular, Mariano Rajoy. Em qualquer um dos casos, o próximo presidente do governo da Espanha será o primeiro nos 30 anos de democracia a ter barba e o primeiro a não ter a letra “Z” no sobrenome.
Esse será também o primeiro governante a ser mais velho que o anterior. Rubalcaba tem 60 anos e Rajoy, 56, enquanto José Luis Rodríguez Zapatero, atual presidente do governo, tem 51 anos. Desde o fim da ditadura de Franco na década de 1970, nenhum presidente assumiu o governo com mais de 50 anos.
O dia 20 de novembro é uma data importante para a história do país, pois foi neste dia, em 1975, que morreu o ex-ditador Francisco Franco. Por ser um dia de eleições, hoje foram proibidas as homenagens a ele em todo o país. A única exceção é a missa no Vale dos Caídos, local onde está enterrado, que ocorrerá normalmente.
Presidente sírio afirma que não se curvará a pressões internacionais
No dia seguinte ao fim do prazo de três dias dado pela Liga Árabe para que o governo sírio parasse com a violência e recebesse observadores internacionais, o presidente da Síria, Bashar Al Assad, afirmou que não se curvará às pressões internacionais.
Assad afirmou, em entrevista ao jornal britânico Sunday Times, que continuará enfrentando as "gangues armadas" que, de acordo com ele, estariam gerando violência nas ruas do país.
O presidente disse ainda que essas gangues estariam colocando em risco a estabilidade e a unidade da Síria.
Ultimato
O prazo dado pela Liga Árabe terminou neste sábado e Assad, inicialmente, havia concordado com o plano de paz. No entanto, o presidente teria pedida algumas mudanças no texto. Principalmente no que diz respeito ao número de observadores estrangeiros no país, que seria reduzido de 500 para 40.
Enquanto a Liga Árabe ainda analisa as reivindicações de Assad, o presidente sírio acusou o organismo de criar um pretexto para uma invasão ocidental na Síria.
Segundo ele, a ação poderia provocar um terremoto no Oriente Médio.
Mortos
Neste sábado, os confrontos entre manifestantes e as forças nacionais não cessaram, causando a morte de pelo menos 27 pessoas. Os dados são do Observatório Sírio de Direitos Humanos, um grupo de oposição baseado na Grã-Bretanha.
Os últimos dados da ONU (Organização dos Direitos Humanos) afirmam que pelo 3,5 mil pessoas já morreram na Síria desde o início dos protestos contra o governo, em março.
Assad, ainda em entrevista neste domingo, afirmou que realizará eleições em fevereiro ou março para que a população possa escolher representantes no Parlamento e criar uma nova Constituição.
Líbia anuncia prisão de cunhado e chefe de inteligência de Kadafi
De acordo com o Conselho Nacional de Transição (CNT), Senusi foi capturado em Al-Guira, no sul do país. No sábado, o governo interino anunciou a prisão de Saif al-Islam, filho de Kadafi e considerado seu herdeiro político.
Os dois são alvos de um mandado de prisão internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que os acusa de assassinatos e detenções arbitárias durante a onda de protestos contra o regime de Kadafi, morto em outubro.
Nesta semana, o procurador-geral do TPI, Luiz Moreno Ocampo, viajará para a Líbia para discutir com o governo interino do país onde será o julgamento de Saif. O premiê líbio interino, Abdurrahim el-Keib, afirmou que o filho de Kadafi será tratado com humanidade e submetido a um processo legal justo.
As autoridades líbias já sinalizaram a preferência por um julgamento em seu território. O ministro da Justiça, Mohammed al-Allagui, afirmou neste domingo que a Justiça do país segue as normas internacionais. "Dispomos das garantias necessárias para um processo justo", reforçou.
Leia também: Após captura, destino de filho de Kadafi é incerto
Ocampo não descartou que o julgamento aconteça na Líbia, mas disse querer garantir que, em qualquer caso, o filho de Kadafi seja tratado de forma justa. “A boa notícia é que ele foi preso e vai à Justiça. Onde e como, ainda vamos discutir”, afirmou, em Haia, no sábado.
Saif al-Islam, 39 anos, foi preso perto da cidade de Obari, localizada no deserto líbio a cerca de 800 km de Trípoli, enquanto tentava fugir com dois seguranças para o Níger. Depois, foi levado para Zaidan, no norte do país. A previsão é que seja transferido para a capital.
Filhos de Kadafi
Nascido em 25 de junho de 1972 em Trípoli, Saif al-Islam estudou arquitetura e economia na capital líbia, em Viena e em Londres.
Fez doutorado pela prestigiosa London School of Economics, fundação para a qual doou o equivalente a 1,77 milhão de euros, e que o investiga por suposto plágio em sua tese final.
Em agosto, quando rebeldes líbios tomaram Trípoli, chegaram a anunciar a captura de Saif. Mas ele apareceu um dia depois do lado de fora de um hotel da capital.
Saif era o único dos oito filhos de Kadafi que ainda estava na Líbia. O ex-ditador também era pai de Saadi, Aisha, Muhammad, Saif al-Arab, Hannibal, Khamis e Mutassim.
Em setembro, Saadi e mais de 30 partidários de Kadafi fugiram da Líbia e abrigaram-se no Níger. O filho de Kadafi foi colocado sob prisão domiciliar junto com autoridades de alto escalão do antigo regime líbio que fugiram com ele. Os demais partidários estão sendo monitorados mas não estão presos, segundo o governo nigerino. A mulher do líder deposto, assim como Aisha, Muhammad e Hannibal, fugiram para a Argélia em agosto.
Os outros três filhos foram mortos: Saif al-Arab em abril, durante um bombardeio da Otan ao complexo presidencial de seu pai em Trípoli; Khamis em agosto, durante confronto com rebeldes nos arredores da capital; e Mutassim em outubro, após a captura de seu pai, com quem foi enterrado.
Papa deixa Benin ao final de sua segunda viagem à África
O Papa Bento XVI partiu, neste domingo, de Cotonou em direção a Roma, após uma visita de três dias a Benin, comprovou a AFP.
"Possam os africanos viverem reconciliados, na paz e na justiça", prosseguiu.
Bento XVI, de 84 anos, concluiu, assim, uma visita cheia de compromissos, durante a qual pareceu resistir bem ao calor úmido e à presença da multidão.
Na manhã deste domingo, celebrou missa para mais de 50.000 pessoas no Estádio da Amizade de Cotonou, após ter visitado, na véspera, Ouidah (a 40 km da capital econômica de Benin), uma cidade litorânea que é, ao mesmo tempo, um lugar de culto vodu e também católico.
Polícia dispersa pelo uso da força manifestantes da praça Tahrir
Barracas são incendiadas na praça Tahrir, no Cairo
Foto: EFE
Foto: EFE
As tropas de choque egípcias estão queimando as barracas que haviam sido instaladas no centro da praça Tahrir, no Cairo, tomada no sábado por centenas de manifestantes. Eles protestam contra a Junta Militar que dirige o país desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro.
Agentes da polícia começaram a dispersar os presentes pelo uso da força, o que motivou novos confrontos. Testemunhas contaram à agência Efe que as forças de segurança entraram em tanques lançando gás lacrimogêneo, ao mesmo tempo em que dispararam com armas carregadas com balas de borracha.
As emissoras de televisão árabes veicularam imagens que mostram a polícia retomando o controle do centro da praça, enquanto os manifestantes recuaram em direção à praça Abdelmonem Riyad, junto ao Museu Egípcio, e à sede da Liga Árabe, próxima ao rio Nilo. Nas imagens é possível ver também policiais batendo com cassetetes nos manifestantes, que respondem atirando pedras. Em meio aos enfrentamentos, um grupo de cerca de dez pessoas começou a rezar enquanto as pedras caíam ao seu lado.
Pouco depois, segundo testemunhas disseram à Efe, os manifestantes recuperaram o controle da praça, após a retirada das forças de segurança. Um dos ativistas presentes, Walid al Sayed, explicou que os manifestantes estão voltando a colocar barreiras para restringir o acesso a Tahrir e que cada vez chegam mais pessoas para se unir ao protesto.
A pouco mais de uma semana do início das eleições legislativas no Egito, cresce o descontentamento no país, onde milhares de pessoas protestaram na sexta-feira contra uma proposta do governo que reserva uma série de prerrogativas à Junta Militar no contexto da elaboração da futura Constituição. Muitos desses manifestantes retornaram no dia seguinte a Tahrir para tomar a praça e enfrentar as forças de segurança para exigir a saída do marechal Hussein Tantawi, que preside a Junta Militar egípcia.
Terremoto de 5,1 graus atinge costa leste do Japão
Um terremoto de 5,1 graus de magnitude na escala Richter atingiu neste sábado o litoral leste do Japão, informou o USGS (Instituto Geológico dos Estados Unidos, sigla em inglês), sem comunicação até agora de alerta de tsunami.
O terremoto ocorreu às 4h27 (17h27 de Brasília).
Conforme informações do Pacífico da NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, digla em inglês), o epicentro teve uma profundidade de 6 quilômetros dentro do mar, a 92 quilômetros ao leste de Tóquio.
Canadá pode cancelar acordo assinado no Protocolo de Kyoto
O Governo canadense afirmou nesta segunda-feira que vê o Protocolo de Kyoto como "coisa do passado". Ainda assim, até o momento nenhum comunicado oficial desmentiu as versões veiculadas na imprensa local de que o país irá anunciar, antes do fim de 2011, sua retirada formal do acordo pela redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa.
O ministro do Meio Ambiente do Canadá, Peter Kent, também não confirmou nenhuma versão divulgada, mas afirmou que o país não vai assinar um segundo compromisso pelos objetivos estabelecidos em Kyoto durante a COP-17 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas).
Kent falou ainda que deve fazer uma viagem a Durban para começar um novo acordo vinculativo que possa incluir, eventualmente, todos os principais emissores do mundo. De acordo com ele, o governo atual entenderia que a assinatura do Protocolo de Kyoto foi um dos maiores erros já feitos por alguma liderança canadense. Para ele, o compromisso do governo vigente é com Copenhague e com um plano de redução de fases que sejam partilhados pelos Estados Unidos.
O Protocolo de Kyoto previa uma redução de 6% nas emissões de gases do Canadá até 2012 com relação ao registrado em 1990. Ainda assim, em 2009 o país havia chegado a um nível 34% acima do verificado em 1990. Grande parte da culpa vem da exploração de areias betuminosas na província de Alberta, que é considerada a a maior reserva de petróleo do mundo junto com as da Arábia Saudita.
Sobre isso, o Canadá está projetando uma campanha de relações públicas para que o petróleo das areias betuminosas passe a ser classificado como "petróleo ético" enquanto o material vindo de países árabes teria seus procedentes questionados. A medida levaria o país a ter menos críticas dos grupos ambientais.
Nesta segunda-feira, a imprensa britânica revelou que o governo do primeiro-ministro David Cameron estaria apoiando secretamente as jazidas de Alberta, como forma de evitar que o país seja penalizado pela União Europeia devido a alta taxa de poluição.
